Como são formados os hábitos alimentares? – Diário do Diabetes
Alimentação Saudável

Como são formados os hábitos alimentares?

   Os hábitos alimentares consistem basicamente na aceitação ou não da ingesta de determinados produtos alimentícios. Sendo que, eles apresentam uma ligação com a genética, sofrendo influência por ela.

  Pequenos gestos podem ser contribuintes favoráveis para uma alimentação adequada a ser ofertada à criança, como por exemplo, o fato de manter os olhos voltados para a criança, manifestando alegria, tornando-a notória em seu rosto, isso demonstra à criança que o alimento oferecido, seja a amamentação ou alimentação complementar saudável, sejam vislumbradas como uma prática prazerosa, além de trazer uma sensação de segurança em relação ao alimento oferecido.

Geralmente, as crianças tendem a rejeitar alimentos desconhecidos quando têm um único contato com esses, dessa forma, estudos sugerem que a criança tenha de 8 a 10 contatos com o alimento a qual rejeitou na primeira vez que o viu, isso serve para familiarizar a criança com o que, para ela, é desconhecido. A questão é que nessas situações é que os pais acabam desistindo de fornecer uma alimentação saudável, para manter a saúde da criança, posteriormente, acabam punindo-as por não ter aceitado experimentar o que ofereceram e as restringindo de se alimentarem com o que se sentem bem. O problema dessa restrição é que, quando há uma lacuna de liberdade, acaba sucedendo um exagero que culmina em desajustes alimentares, esses os quais afetarão à saúde.

    Para tanto, faz-se imprescritível adotar medidas de fortalecimento de vínculo, reeducação alimentar e continuidade dos pais em apresentar novamente os alimentos recusados pelos filhos, já que, a frustração parte da expectativa dos pais, todavia, essa recusa habitualmente é temporária e finaliza-se a partir de exposições contínuas do alimento à criança, o que demonstra é que o processo de não aceitação de alguns alimentos é transitório e não permanente, dessa forma, os pais necessitam atentar-se a essa questão, a fim de que haja adaptação e familiarização dos filhos com os diferentes tipos de alimentos.

REFERÊNCIA:

1. Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 184 p.: il. – (Cadernos de Atenção Básica; n. 23).

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