ESPECIAL: DIABETES NA TERCEIRA IDADE | Diário do Diabetes
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ESPECIAL:
DIABETES NA TERCEIRA IDADE

Apoio familiar. O cuidado e a compreensão da família são importantes no tratamento do diabetes.

Um ambiente familiar cercado de atenção, apoio e carinho acaba sendo fundamental para que os pacientes consigam manter a doença sob controle e evitem complicações futuras.

Envelhecer é um processo que exige cuidados especiais de qualquer pessoa, mas, quando o diabetes o diabetes é adicionado a esse contexto, uma atenção diferente é necessária. Distúrbio conhecido por boa parte da população, a doença pode vir acompanhada ou gerar outros transtornos, como hipertensão, problemas de visão e renais. Quando essas complicações ocorrem, muitas vezes, a família do idoso fica sem saber o que fazer e como cuidar desse parente que agora está dependente de outra pessoa. Neste cenário, a família apresenta um papel imprescindível na vida de quem sofre com o diabetes na terceira idade.

PACIÊNCIA É ESSENCIAL

Quando o idoso se dá conta de que não possui mais toda liberdade e habilidade física de antes, é normal que se sinta envergonhado e até mesmo agressivo ao pedir ajuda. E cabe a familiar estar lá para ajudá-lo nesta adaptação, fazê-lo compreender como o corpo falha com o tempo e que todos apresentam limitações e frustrações. Assim, o familiar deve oferecer muito carinho e atenção, assegurando ao idoso que ele ficará bem e seguirá uma nova rotina que promoverá vida com qualidade.

ORGANIZAÇÃO DAS NECESSIDADES

O primeiro passo é eleger um familiar que ficará responsável pelo idoso, que irá organizar o horário dos medicamentos, agendar as consultas e os exames médicos -que se tornarão mais frequentes com o passar do tempo -, que cuidará da mobilidade e da saúde dele, ficando atento a qualquer alteração nos sintomas. É necessário cuidar também do ambiente doméstico para evitar quedas e acidentes.

AJUDA PROFISSIONAL

Claro que nem sempre existe alguém com disponibilidade para ficar 24 horas com o familiar e é nesse momento que é preciso recorrer à ajuda profissional. Algumas pessoas podem sentir receio de deixar o parente aos cuidados de alguém desconhecido, mas dependendo da situação, pode ser essa a melhor decisão a ser tomada. Um cuidador pode acompanhar o idoso tanto durante o dia quanto à noite e ficará responsável pela medicação e alimentação do paciente, sendo responsabilidade dele também medir a glicemia e perceber qualquer sintoma diferente apresentado, afinal ele passará a maior parte do tempo com a pessoa.

INCENTIVO É IMPORTANTE

Outro ponto a ser comentado é como a família pode auxiliá-lo durante todo o processo de tratamento. O idoso diabético é um desafio complexo para os familiares uma vez que requer a participação e cooperação de todos que convivem e estão ao seu redor, ou seja, é preciso acompanhar o paciente na dieta alimentar, evitando preparar pratos que não devem ser consumidos. Incentivá-lo a praticar exercícios físicos que o façam recuperar a mobilidade e a agilidade. Vale lembrar que se apenas o portador de diabetes praticar uma alimentação saudável, os outros membros da família não estarão contribuindo para sua melhora e nem para melhores hábitos de seus descendentes.

SUPERVISÃO CONSTANTE

Deve-se observar se os cuidados pessoais estão sendo realizados adequadamente como: boa escovação dos dentes, uso de fio dental e boa secagem do corpo após o banho especialmente nas dobras (axilas, virilhas e entre os dedos). Além disso, olhar se existe alguma lesão ou ferida em alguma parte do corpo.  É importante sempre manter as unhas do paciente curtas e a pele bem hidratada para evitar o ressecamento e surgimento de algum machucado.

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