A importância do rastreamento de diabetes na gestação – Diário do Diabetes
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A importância do rastreamento de diabetes na gestação

Fonte de imagem: https://blog.cordvida.com.br/entenda-os-riscos-do-diabetes-gestacional/

  Durante o período gestacional, a disglicemia (anormalidade nos níveis de glicose no sangue) é uma das alterações mais comuns. Os dados estatísticos apontam que cerca de 16% dos nascidos vivos sejam filhos de mulheres que apresentaram disfunção no nível glicêmico durante a gestação. Sendo que, 8% correspondem ao número de gestantes que já possuíam diagnóstico de diabetes antes da gravidez.

 A Organização Mundial de Saúde determina duas categorias para classificar a diabetes, sendo essas: diabetes mellitus diagnosticado na gestação (do inglês: over diabetes) ou diabetes mellitus gestacional (DMG).  O pré-natal se classifica então, como um período fundamental para o rastreamento e diagnóstico de diabetes, em especial, na primeira consulta, pode-se implementar medidas para rastrear a doença, com o objetivo de reduzir os riscos de anomalias congênitas, assim como, fornecer informações necessárias à gestante sobre o rastreamento, diagnósticos e prevenção de complicações ligadas ao Diabetes Mellitus.

 Para que possa definir o DM na gestação é feito uma análise da presença de níveis glicêmicos que atingem os critérios de DM fora da gestação, quando a mulher não apresenta diagnóstico prévio da doença.

  Tratando-se ainda a respeito do DM na gestação, encontra-se prevalentemente o Diabetes Mellitus Gestacional, esse a qual recebe a definição de uma intolerância aos carboidratos variáveis, tendo o seu início durante a gestação e que não preenchem os requisitos de DM fora da gestação, afetando de 3 a 25% das gestações, dependendo do grupo étnico avaliado e dos critérios usados para o diagnóstico. É válido pontuar que, o DMG vem apresentando crescimento na população feminina especialmente em decorrência da obesidade.

Entre os fatores de risco estão:

  • Idade materna avançada;
  • Sobrepeso e obesidade;
  • Histórico familiar positivo para diabetes em parentes de 1º grau;
  • Presença de condições ligadas à resistência à insulina;
  • Ganho excessivo de peso na gravidez atual;
  • Crescimento fetal excessivo;
  • Excesso de líquido amniótico (polidrâmnio);
  • Hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual;
  • Histórico de abortamentos de repetição;
  • Malformações;
  • Morte fetal ou neonatal;
  • Peso do recém-nascido ao nascer >4.000g;
  • Diabetes Mellitus Gestacional prévio;
  • Hemoglobina glicada > 5,7% no 1º trimestre.
  • Níveis séricos vitamina D abaixo do ideal;
  • Idade menarca <11 anos;
  • Distúrbios do sono.

Conclui-se então que, conhecer os fatores de risco para o desenvolvimento de Diabetes Mellitus Gestacional, permite a gestante, ao responsável pelo pré-natal e a integração da família e comunidade no cuidado e prevenção aos agravos relacionados ao DMG, a elaborar  um plano de cuidado individualizado, visando o rastreamento precoce e diagnóstico correto e ações efetivas para o controle do nível glicêmico de acordo com as categorias descritas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com a finalidade de prevenir complicações durante o período perinatal e futuro.

REFERÊNCIAS:

  1. Zajdenverg L, Façanha C, Dualib P, Golbert A, Moisés E, Calderon I, Mattar R, Francisco R, Negrato C, Bertoluci M. Rastreamento e diagnóstico da hiperglicemia na gestação. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2022). DOI: 29327/557753.2022-11, ISBN: 978-65-5941-622-6.

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