A influência da saúde mental no manejo da glicemia – Diário do Diabetes
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A influência da saúde mental no manejo da glicemia

 

  A Organização Mundial da Saúde (OMS), no ano de 1947, conceituou a saúde como sendo um completo bem-estar físico, mental e social, isto é, não significa apenas a ausência de doença. 

   Ao se tratar de diabetes, o fato de adotar mudanças no estilo de vida não pode estar ligado somente a uma alimentação saudável, haja vista que, o gerenciamento das emoções são fundamentais para o manejo do nível glicêmico, sendo que, disfunções emocionais, como por exemplo: depressão e estresse, podem ser fatores desencadeantes de episódios de hiperglicemia, onde o paciente apresenta alto nível de glicose circulante na corrente sanguínea, elevando o valor acima da meta.

  Alguns dos gatilhos que causam stress mental podem surgir em momentos no qual o paciente irá ser submetido a uma intervenção cirúrgica, ou, em casos familiares disfuncionais, problemas financeiros, preocupações relacionadas ao futuro e à saúde. Mas, a boa notícia é que há maneiras de mudar esse cenário na vida dos pacientes, com o auxílio de psicoterapia e promoção da melhora do enfrentamento das situações que estão causando stress, incentivando a prática de atividades físicas, inserindo a família no processo de cuidado, em auxiliar o paciente a lidar com as emoções negativas que podem trazer o agravamento do quadro de saúde.

 Saber identificar os sinais e sintomas de depressão é necessário, para que o tratamento seja iniciado em tempo oportuno, diminuindo assim os riscos à saúde do indivíduo acometido pelo Diabetes Mellitus (DM), pois, nota-se um aumento do número de depressão em pacientes com diabetes, em especial na faixa etária adulta. Os sinais e sintomas são: dificuldade em se concentrar, tristeza sem causa aparente (comum durante as manhãs), alterações de apetite, sono e repouso prejudicado, sentimentos de culpa, auto agressão e comportamentos e pensamentos suicidas. 

  O fato de receber o diagnóstico e lidar com a enfermidade, pode trazer sentimentos de medo, incertezas, angústia e tristeza, entretanto, é preciso avaliar a frequência e duração deles, para que as ações da equipe multidisciplinar e a contribuição do paciente, familiar, responsável e/ou cuidadores possam ser eficazes para uma saúde mental equilibrada, bem como, o cuidado com o nível glicêmico, a fim de reduzir complicações futuras relacionadas ao Diabetes Mellitus (DM). 

REFERÊNCIAS:

  1. DIABETES  E DEPRESSÃO: AS IMPORTANTES CORRELAÇÕES ENTRE ESTADO EMOCIONAL E CONTROLE GLICÊMICO. Sociedade Brasileira de Diabetes. Disponível em: https://diabetes.org.br/diabetes-e-depressao-as-importantes-correlacoes-entre-estado-emocional-e-controle-glicemico-3/. Acesso em: 28 de abril. de 2022.

2. SAÚDE EMOCIONAL. Controlar a Diabetes, 2021. Disponível em: https://www.controlaradiabetes.pt/vida-saudavel/saude-emocional. Acesso em: 28 de abril. de 2022.

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