Medir a glicose faz parte da rotina de milhões de pessoas que vivem com diabetes e da prática diária de profissionais de saúde. O monitoramento glicêmico é um dos pilares do tratamento, pois orienta ajustes terapêuticos e ajuda a prevenir eventos agudos. Mas existe um aspecto que nem sempre recebe a mesma atenção: …
Medir a glicose faz parte da rotina de milhões de pessoas que vivem com diabetes e da prática diária de profissionais de saúde. O monitoramento glicêmico é um dos pilares do tratamento, pois orienta ajustes terapêuticos e ajuda a prevenir eventos agudos.
Mas existe um aspecto que nem sempre recebe a mesma atenção: a precisão das medições. Em um cenário em que decisões clínicas são baseadas em números, a confiabilidade dos dados faz diferença real no cuidado.
Por que monitorar a glicose com frequência?
A automonitorização é recomendada especialmente para pessoas que utilizam insulina ou medicamentos com risco de hipoglicemia. Segundo a ADA, medir a glicose regularmente permite ajustes mais seguros do tratamento.
Para quem convive com diabetes, isso ajuda a entender como o organismo responde à alimentação, ao exercício e às medicações. Para o profissional de saúde, fornece dados para decisões mais individualizadas.
Precisão e exatidão na prática
Dois conceitos são centrais:
Precisão: resultados consistentes em medições repetidas.
Exatidão: proximidade com o valor real da glicose.
Normas como a ISO 15197 estabelecem critérios para garantir confiabilidade nos dispositivos. Pequenas variações podem influenciar decisões terapêuticas, especialmente em uso de insulina.
Quando a medição não é confiável
Medições imprecisas podem levar a ajustes inadequados e aumentar o risco de:
• hipoglicemia
• hiperglicemia persistente
• oscilações glicêmicas
• eventos adversos
Esse tema ganha ainda mais relevância em ambientes hospitalares e em tratamentos intensivos, assunto que será explorado em outro conteúdo do blog.
Monitoramento também é segurança
Dados confiáveis permitem intervenções mais seguras e melhor acompanhamento ao longo do tempo. O uso correto dos dispositivos e a escolha de métodos validados fazem parte desse processo.
Mais do que números
Monitorar a glicose é entender padrões e comportamentos ao longo do dia. Com o avanço das tecnologias, novas formas de acompanhamento têm ampliado essa visão, um ponto que será aprofundado em breve.
Conclusão
A precisão no monitoramento glicêmico influencia diretamente decisões clínicas e a segurança do paciente. Investir em medições confiáveis é parte essencial de um cuidado mais eficaz e contínuo.
Este conteúdo é informativo e educativo e não substitui avaliação médica individualizada.
Referências
Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) – https://www.diabetes.org.br/
Ministério da Saúde – https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/diabetes
OMS – Diabetes – https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/diabetes
International Diabetes Federation – https://worlddiabetesday.org/
SPDM – https://www.spdm.org.br/
Manual MSD – https://www.msdmanuals.com/pt-br/
Diário do Diabetes – https://diariododiabetes.com.br/
Rede D’Or São Luiz – https://www.rededorsaoluiz.com.br/doencas/diabetes



